Estava frio. Não era aquele frio a que estamos todos habituados, era outro género de frio. Era medo. Medo de ali andar.
As arvóres mostravam-se traiçoeiras, o caminho trapaceiro e o seu coração menos valente. Estava nevoeiro e não se via nada à distância. Por vezes, conseguia-se ver um vulto e ele desaparecia. Tudo para chegar à casa abandonada. Para chegar ao seu tanque. Para ter a sua àgua estagnada. Para levar um pouca daquela amostra para fazer uma experiência na aula de Biologia.
Desisti a cinquenta ( talvez um pouco mais ) metros do alvo! Não consegui, petrifiquei. A casa estava a assustar-me demasiado. Talvez volte lá mais tarde.
Só sei que durante o percurso ( ida e volta ), a Carolina teve-me a aquecer com as suas palavras quentes.
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