sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sem regresso à gaiola

A tempestade aproxima-se,
e tu meu pássaro,
estás a fugir!

Noto no teu voo algum choro,
nas tuas penas morte.

Não cumpres o teu fado
e choro por tal
como se não fosse normal.
Porquê?

Enterro os meus sentimentos
e com eles vão os meus desejos.

Sobrevoas as tormentas do oceano,
com esse teu olhar insano
e espalhas a tua mágoa
por toda essa àgua.

Observo na tua trajectoria o cair,
o desfecho das tuas asas.

Estarás mudo e cego?

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